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Fertilidade: cinco mitos sobre o assunto


Quando o assunto é fertilidade, existem muitas informações divulgadas pelo senso comum que não se baseiam em dados científicos. Por esse motivo, é natural que muitas mulheres se sintam confusas e inseguras quanto ao que é falso ou verdadeiro.


Para te ajudar a obter informações corretas, nós, do Instituto Verhum, resolvemos desmistificar alguns conceitos e esclarecer os fatos sobre fertilidade. Acompanhe:


Mito sobre fertilidade nº1: menstruar todos os meses significa boa fertilidade

Infelizmente, isso não é verdade. Menstruar de forma regular é uma ótima indicação de que você está ovulando a cada mês. Mas embora a ovulação seja necessária para a concepção do bebê, existem outros fatores que podem impedir a gravidez como anormalidades uterinas ou bloqueios nas trompas de Falópio.

Além disso, o sangramento vaginal nem sempre significa que você está ovulando. Os ciclos menstruais podem ser anovulatórios, ou seja, sem a liberação de óvulos, e isso acontece frequentemente quando você:

● Está tomando contraceptivos orais (o sangramento pode ser "sangramento por privação” que ocorre no intervalo entre uma cartela e outra);


● Tem um revestimento uterino muito espesso (um sintoma comum da síndrome dos ovários policísticos ou SOP);


● Tem pólipos, miomas ou lesões cervicais.


Mito sobre fertilidade nº 2: o uso de anticoncepcional prejudica sua capacidade de engravidar mais tarde


Não foi comprovado cientificamente que a utilização de contraceptivos hormonais tenha efeitos prejudiciais a longo prazo sobre a capacidade da mulher de conceber um bebê.


Entretanto, uma vez que você suspende o uso do anticoncepcional, ficando pronta para engravidar, é importante estar atenta à regularidade dos seus ciclos menstruais. Utilizar pílulas contraceptivas pode mascarar os sinais de um distúrbio reprodutivo comum, chamado síndrome dos ovários policísticos (SOP). Esta síndrome pode influenciar o ciclo menstrual e sua fertilidade, mas ela não está relacionada ao uso de anticoncepcional.


Estudos demonstram que 83,1% das mulheres engravidam dentro de 12 meses após a interrupção dos contraceptivos orais, mas outros métodos hormonais como o implante e injeção podem atrasar sua fertilidade por até 12 meses. Apesar disso, nenhum anticoncepcional tem o poder de deixar a mulher infértil.


Caso o seu ciclo menstrual não se torne regular após três ou quatro meses da interrupção do contraceptivo, é importante consultar um médico ginecologista.


Mito sobre fertilidade nº 3: se você já teve uma gravidez bem-sucedida, não terá problemas para engravidar novamente


Ter uma gravidez saudável não garante outra gestação exitosa. Muitos casais podem apresentar infertilidade secundária — que é a dificuldade para conceber um bebê após uma gravidez bem-sucedida.


A infertilidade secundária pode ser causada por diferentes fatores, incluindo mudanças na idade e peso, uso de medicamentos, danos às trompas de falópio e outras complicações do sistema reprodutivo que podem ser resultantes de uma gravidez anterior.


Como em outros casos de infertilidade, os tratamentos de reprodução assistida como fertilização in vitro (FIV) ou inseminação artificial podem aumentar suas chances de engravidar.


Mito sobre fertilidade nº 4: usar a pílula do dia seguinte torna você infértil


A pílula do dia seguinte é uma enorme dose de hormônios que impossibilitam a fertilização de um óvulo ou impedem que o óvulo fecundado se prenda ao útero. Entretanto, o efeito desses hormônios dura no máximo 72 horas e, assim que a eficácia acaba, a ovulação volta ao normal no mês seguinte.


Por isso, definitivamente, a pílula do dia seguinte não causa infertilidade. Lembramos que ela tem uma eficácia limitada e não deve ser utilizada como método contraceptivo de rotina.


Mito sobre fertilidade nº 5: ter filhos após os 40 anos é comum


De acordo com especialistas em medicina reprodutiva, uma mulher com 40 anos pode ter filhos, mas o processo para engravidar é desafiador. Afinal, nessa idade já existe um declínio na reserva ovariana e, consequentemente, a redução do número de óvulos saudáveis.


Quando a mulher atinge os 35 anos de idade, suas chances de engravidar durante seus dias férteis vão diminuindo progressivamente. Para as mulheres na faixa dos 40 anos, a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva revela que a chance média de gravidez é de 5% a cada ciclo. Mas como o útero não envelhece, os tratamentos de reprodução assistida podem aumentar consideravelmente as chances de engravidar, principalmente quando utilizado óvulos doados.